acordando tarde de seu pesadelo, e indo tarde para seus sonhos
Ela se sentia dependente dele, precisava dele como todos os seres humanos precisam de ar. Ele era tudo para ela. Era. Se passou um ano, e ela se cansou de ficar esperando por algo que sabia que nunca chegaria a acontecer, nunca chegaria a reviver. Ela se sentiu estranha, por vê-lo e seu coração não disparar, sua respiração não ficar ofegante e suas mãos não suarem. Ela ficou paralisada depois não sentir nada, de vê-lo ali como um qualquer desconhecido, uma pessoa totalmente estranha que parecia que nunca chegou a passar pela sua vida. Como se ele nunca tivesse existido. Mas o que estava acontecendo? Ela tinha perdido toda a esperança? Ou tinha voltado a ser tão fria quanto era antes? Pode ter ocorrido as duas opções, ela estava totalmente cansada, cansada de dedicar seu tempo a alguém que não a amava, ou ver que perdeu um ano por ele. E ele não perdeu um ano por ela. Depois de tanta escuridão, tristeza e sentimentos não correspondidos ela encontrou certa clareza que as vezes a assustava. Ela não sentia mais nada por ele, como se um ano fosse apagado em segundos. Talvez não fosse em segundos, talvez ela estava se auto enganando por não querer enxergar a realidade. A realidade que a machucava. Mais ela se enganou novamente em pensar que tinha voltado a ver tão fria como antes. Ela gostava de alguém, mais não acreditava nisso. Queria não acreditar nisso. Ela nunca soube lidar muito com os sentimentos, ela pensava com a razão. Totalmente. Nunca acreditou em todos os sentimentos que sentia, ou as vezes acreditava em algo que não existia. Não sentir nada mais por ele. Não mais medir as palavras em uma conversa, para não machuca-lo. Mas depois de tudo isso acontecer, ou talvez de tudo isso não ter acontecido. Ela viu que em um simples briga que era coisa do dia evoluiu, descobriu que ele não acreditava nela, que ele nunca gostou, amou ou acreditou. Tudo não passou de uma mentira. Ele preferia defender quem ele pouco conhecia do que a pessoa que ele dizia amar. A comparou com outra pessoa, a ofendeu. Mais isso não a afetou, como poderia ter afetado a semana atrás, ela falou o que deveria sem medir suas palavras. Como se ele não estivesse falando nada, a unica coisa que ela conseguia ouvir era suas próprias palavras dizendo a verdade para ele. Uma verdade que não queria acreditar. Por mais que não gostasse dela (bom isso era o que ela pensava) ele não queria acreditar que ela não mais o amava, de alguma forma ele precisava dela, ele não viveria sem ela. Mas não a importava com o que ele sentia ou não, afinal ele nunca se importou com seus sentimentos. Nunca. Eles estavam tão perto, mais tão longe. Agora tudo que ele queria era que o perdoasse, mais ela cansou de perdoar. Simplesmente cansou. Tudo que ele mais quer evitar agora era a presença dela, mais uma coisa ele não podia evitar SEUS PENSAMENTOS, SEUS SENTIMENTOS, não tinha controle sobre nada disso. Nunca teve. Ela não queria evita-lo, porque ele só se tornou mais um estranho em seu mundo. Tudo tarde demais, os dois acordaram tarde de mais. Ela para sair do seu pesadelo e ele para entrar em seus sonhos.
1 caneca cheia de café amargo para vocês. 1 beijo e 1 sorriso irônico. Stephanie Alcântara de Souza.
Fodastica essa ultima frase hein!
ResponderExcluirTudo tarde demais, os dois acordaram tarde de mais. Ela para sair do seu pesadelo e ele para entrar em seus sonhos.
Mto bom este texto... Parabens!!!
Muito obrigada mesmo!
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